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19/09/2019

Setor de carne e laticínios já paga preço por mudança climática

A indústria de carnes e lácteos sente cada vez mais o impacto das mudanças climáticas, mas mantém silêncio sobre sua própria responsabilidade na crise, segundo um novo relatório.

O setor responde por entre 13% e 18% dos gases de efeito estufa emitidos por atividades humanas. No entanto, mais de três quartos das empresas do setor divulgam muito pouco ou nada sobre as emissões de suas operações e cadeias de fornecimento, de acordo com um estudo divulgado na quarta-feira pela Farm Animal Investment Risk & Return, uma rede de investidores conhecida como Fairr e sediada em Londres.

Enquanto isso, os produtores de proteínas animais enfrentam reveses crescentes com secas, inundações e tempestades. O frigorífico Australian Agricultural informou, no começo do ano, que perdeu cerca de US$ 72 milhões e 43 mil cabeças de gado por conta de intempéries climáticas.

A Cal-Maine, produtora de ovos nos EUA, declarou que os custos com ração estão voláteis e podem subir mais devido ao impacto do volume recorde de chuvas e inundações sobre os preços internacionais dos grãos. A RCL Foods, processadora de aves da África do Sul, alertou que o lucro da empresa poderia ser afetado por restrições de irrigação devido à seca.